A
área sem seca relativa no Ceará sofreu nova redução no comparativo entre os
meses de maio e junho, conforme os dados mais recentes do Monitor de Secas da
Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Segundo o
monitoramento regular, no primeiro mês, o estado apresentava 50,63% do seu
território sem seca relativa. Já no último, 41,21%.
Em
junho, primeiro mês da Pós-Estação no Ceará, as chuvas já são mais escassas. A
média do período é de apenas 37,5 milímetros e, neste ano, o acumulado do mês
ficou em 28,4 mm. Tal cenário colabora para o avanço da estiagem e, em
consequência, redução da área sem seca relativa. Além dos dados de
precipitação, são considerados outras variáveis como os níveis de
reservatórios, vegetação e de umidade de solo.
Além
da redução da taxa do território sem seca relativa, houve aumento da seca
moderada, que é o atual nível mais intenso a ser registrado no Ceará. Em maio,
o observado desta classificação era de 16,89%, passando para 21,94% em junho.
Desde abril o estado não apresenta condições de seca grave, extrema e
excepcional.
O
centro-sul do Ceará é a porção que apresenta seca, conforme dados do Monitor.
Esta área é, justamente, aquela que vem apresentando menores índices de chuva,
conforme também já havia sido indicado nos prognósticos climáticos produzidos
pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) em janeiro
e fevereiro.
Situação
hídrica
Os
dados do Monitor de Secas reforçam a necessidade de uso consciente da água.
Atualmente, dos 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos
Hídricos (Cogerh), 76 estão com volume inferior a 30%.
No
segundo semestre do ano, as precipitações costumam ser mais escassas. No mês de
julho, a média é de apenas 15,4 mm. Já em agosto, cai para 4,9 mm e, em
setembro, 2,2 mm, conforme dados da Funceme.
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