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Mais siglas e eleitores, menos candidatos no Ceará

Camilo Santana (PT), Guilherme Theophilo (PSDB), Ailton Lopes (PSOL), Hélio Goís (PSL) e Francisco Gonzaga (PSTU); cinco pré-candidatos a governador em 2018

Ainda que, nos últimos 20 anos, o número de partidos políticos no País tenha aumentado, no Ceará, o quantitativo crescente de agremiações políticas - e do eleitorado - não tem representado, nas últimas cinco eleições para governador, uma multiplicidade proporcional do número de candidatos. Em 2018, ano em que o Brasil mais tem partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas últimas duas décadas, aliás, o número de postulantes ao Palácio da Abolição - cinco, até o momento - deve ser um dos menores dos últimos vinte anos. Desde 1998, apenas o último pleito geral, em 2014, foi disputado por menos de cinco candidatos.

Os cinco nomes colocados para a disputa, ainda na condição de pré-candidatos, são o atual governador Camilo Santana (PT), postulante à reeleição, o general Guilherme Theophilo, recém-filiado ao PSDB, o presidente estadual do PSOL, Ailton Lopes, o advogado Hélio Góis, do PSL, e o operário Francisco Gonzaga, do PSTU. Assim, apenas cinco dos 32 partidos com representação organizada no Ceará devem lançar candidatos, enquanto aos outros 27 caberá acomodarem-se nas coligações mais viáveis para os respectivos interesses eleitorais.

Atualmente, o TSE contabiliza 35 partidos políticos existentes no Brasil. Segundo a Justiça Eleitoral, no Ceará, apenas PCB, PCO e PMB não possuem órgão definitivo ou comissão provisória com registro no Tribunal. De acordo com levantamento realizado pelo Diário do Nordeste, o número supera os registrados nas eleições gerais de 2014 (33 partidos), de 2010 (28 partidos), de 2006 (também 28), de 2002 (27 legendas) e de 1998 (28 partidos).

De uma campanha a outra, ainda que o número de agremiações, em alguns casos, tenha se mantido, também foram frequentes a criação e a extinção de partidos. Entre as eleições de 2006 e de 2010, por exemplo, o Partido Geral dos Trabalhadores (PGT) e o Partido Liberal (PL) deixaram de existir, enquanto PRB e PSOL foram fundados em 2005 e o PR, em 2006. Já em 2014, (re)nasceram o PSD, que havia sido extinto em 2002, o PPL, o PEN, o PROS e o Solidariedade (SD). Em 2015, foram criados a Rede Sustentabilidade, o Partido Novo e o PMB. (Diário do Nordeste)

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