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PSL Ceará volta a questionar urnas e convoca fiscais voluntários

Evento do PSL Ceará reuniu setor jurídico e voluntários
da campanha de Jair Bolsonaro. FOTO: Thiago Gadelha
“Bolsonaro sempre falou que não são confiáveis essas urnas, a gente precisa ser rígido. Estamos em uma luta do bem contra o mal”, afirmou André Fernandes, do PSL, deputado estadual eleito no Ceará com maior número de votos, todos obtidos nas urnas colocadas em suspeição. A fala abriu o evento voltado aos representantes das Zonas Eleitorais que, até domingo, atuam a serviço da sigla. Eles devem repassar aos fiscais do partido as informações recebidas da coordenação jurídica da campanha.  

Segundo o presidente estadual do PSL, Heitor Freire, também eleito, para a Câmara dos Deputados, o número de fiscais voluntários do partido deve chegar a 15 mil no domingo, número 50 vezes maior do que o registrado no primeiro turno. “Já temos mais de 9 mil inscritos”, afirmou. “Só mesmo Deus pra retribuir essa fiscalização. É uma missão de Deus mesmo”, disse, antes de encerrar discurso com o lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Os novos fiscais, de acordo com Heitor, foram recrutados junto a grupos conservadores de direita, no Whatsapp e no Facebook. “Eles vão fiscalizar boca de urna, urnas quebradas e problemas nas urnas que comprometem a lisura dessa eleição".

O trabalho dos delegados, representantes de Zonas e fiscais vai ser coordenado pelo deputado federal eleito, Delegado Cavalcante, que também atacou as urnas. “Houve muita fraude. Eu acredito que, se não houvesse isso, o Bolsonaro teria vencido no primeiro turno”, disse sobre a ação “preventiva” de aumentar drasticamente o número de fiscais. “A gente mapeou os locais mais vulneráveis, e eu acredito que vai ter fiscal em todos os recantos dos 184 municípios”, finalizou.

Estratégia
O ataque às urnas é a continuidade de um discurso com aparente pretensão de deslegitimar qualquer resultado desfavorável a Bolsonaro, que, mesmo obtendo quase 18 milhões de votos de dianteira no primeiro turno, abriu o pronunciamento após a apuração levantando dúvidas sobre os equipamentos. A insistência no assunto fez o TSE publicar, na segunda-feira (22), um documento enumerando oito barreiras físicas e mais de 30 barreiras digitais para qualquer fraude nas urnas, assim como diversos mecanismos para auditar a votação.       (Diário do Nordeste)

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