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Covid-19: 26% dos pacientes que procuram atendimento online no Ceará mora com mais 4 pessoas

Medidas de isolamento social em Fortaleza incluem "lockdown", mas descumprimento ainda é comum. FOTO: José Leomar
O Plantão Coronavírus, serviço de atendimento online de saúde do governo do Ceará, já ajudou a identificar sintomas de Covid-19 em 33.170 pacientes, do início de abril até a manhã desta segunda-feira (18). Do total, 8,2 mil cearenses (26%) revelaram que dividem a mesma casa com outros quatro moradores. 

A ferramenta no site da Secretaria de Saúde (Sesa) atua na detecção de casos suspeitos de Covid-19 e oferece orientações de profissionais de saúde. O Ceará chegou, nesta segunda-feira (18), a 25.910 registros de Covid-19 e 1.648 mortes, segundo a mais recente atualização da plataforma IntegraSUS, da Sesa, às 9h50. Fortaleza contabiliza 1.176 óbitos e 15.994 casos da enfermidade. 

A plataforma registra ainda que 21% dos pacientes atendidos vivem com três pessoas no mesmo lar e 20% informaram que dividem a mesma casa com cinco pessoas. Outros 15% responderam que vivem com seis pessoas; 6% com sete; 3% com oito e 1% com nove moradores dentro da mesma casa. 

Assim como em uma unidade hospitalar real, o sistema virtual faz a triagem dos pacientes. Os casos foram separados em verde (47,88%), vermelho (40,90%) e amarelo (11,22%). Os sintomas mais informados pelos usuários da plataforma, até a manhã desta segunda-feira, são classificados em mal estar intenso (27,7%), falta de ar (20,5%), dor de cabeça (18,4%) e febre alta (17,9%). 

Os maiores fatores de risco registrados englobam pressão alta (8,1%), problemas respiratórios (6,2%), diabetes (3,7%) e imunodeficiência (2%).

Perfil dos pacientes 
O perfil etário de maior atendimento da plataforma é de pessoas entre 30 e 39 anos (31,88%). Em seguida estão os grupos de faixa etária entre 18 e 29 anos (30,28%) e 40 e 49 anos (17,45%). Os idosos, considerados grupo de risco, têm participação pequena nessas estatísticas. 

As mulheres foram as que mais utilizaram a ferramenta até agora, contabilizando 58,82% da utilização do serviço. Já os homens representam 40,27%. 

A secretária executiva de Vigilância e Regulação da Sesa, Magda Almeida, avalia que os resultados mostram que as pessoas estão procurando a ferramenta e que ela está sendo importante para a triagem de casos graves, que não podem esperar. 

“Isso é uma mudança de cultura importante para as pessoas a partir de hoje entenderem que podemos fazer o atendimento com a telemedicina com a mesma qualidade. Obviamente que nos casos que precisam de exame físico a precisamos do paciente na unidade de saúde, mas muita pode ser resolvido através da teleconsulta”.                   (G1 CE)

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