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No Cariri, empresários contestam decreto e temem prejuízos no setor de alimentação


A situação está ficando insustentável para empresários do setor de alimentação fora do lar. Na última semana, o governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, sancionou um decreto que endurece as medidas de controle em todo o estado até próximo dia 28. 

Dentre as ações está o funcionamento de bares e restaurantes só até às 20h, com toque de recolher das 22h às 5h. Aos finais de semana, restaurantes só poderão funcionar até às 15h e o comércio, incluindo shoppings, até 17h. 

A medida sem dúvidas atingiu em cheio o setor de alimentação fora do lar, que engloba bares e restaurantes. 

A empresária Aneska Salviano, proprietária do Kava Café, uma cafeteria localizada no Bairro Lagoa Seca, em Juazeiro do Norte, destaca que com certeza a medida irá causar um impacto em todos os seguimentos, uma vez que o toque de recolher e as determinações de não circulação causam um temor a população, a qual fica inibida de frequentar lugares mesmo nos horários permitidos. 

Segundo ela, o setor está fragilizado e não suporta mais uma vez ser responsabilizado por todo o ocorrido. 

Ela conta que no último retorno havia reformulado todo o cardápio, com muitos pratos novos e a vitrine de doces passou a ser mais dinâmica, sempre com novidades, para melhor atender os clientes que passaram meses isolados. 

“O prefeito de nossa cidade afirma que os números locais estão controlados, que temos vagas nos hospitais, ou seja, o decreto geral, mais uma vez, foi equivocado. Deveria o governador deixar a cargo das autoridades municipais, mediante a real situação do município, decidir sobre as determinações restritivas”, disse. 

Uma pesquisa realizada pela Abrasel Ceará mostra que bares e restaurantes não são os maiores transmissores da Covid-19, e que essa responsabilidade recai em alta sobre o transporte público e as festas clandestinas. 

Para Gerônimo Freire, presidente da Abrasel Cariri, o trabalho noturno representa 70% do setor de alimentação fora do lar. 

“Quando o decreto opta por fechar os estabelecimentos às 20h, inviabiliza o negócio de quem trabalha com Jantar”, ponderou. Ele ainda destaca que a medida trará um impacta e um prejuízo muito grande, com futuras demissões e fechamento definitivo de vários estabelecimentos. 

(Fonte: Site Miséria)

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