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FOTO: Antônio Rodrigues
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Em janeiro de 2018, a equipe do Diário do Nordeste mostrou
a situação de uma quadra poliesportiva inacabada no distrito de Monte Alverne,
em Crato. Orçada em cerca de meio milhão de reais, sua
construção começou em junho de 2013 e deveria ter sido concluída em até 150
dias. Porém, de lá para cá, depois de paralisações e algumas retomadas, o
equipamento voltou ao estado de abandono há quase um ano.
A
última paralisação aconteceu no final ano passado. Até fevereiro de
2018, a obra tinha 42,95% de avanço físico e, hoje, alcança mais 80%,
segundo a Secretaria de Educação de Crato. De lá para cá, as grades que
fazem a cobertura da quadra foram colocadas e o piso refeito. Por outro
lado, o mato voltou a tomar de conta do entorno da obra. Os vestiários estão
abertos, sem nenhuma fiscalização, servindo de “banheiro público” para quem transita.
Enquanto
isso, as crianças do distrito percorrem mais de dois quilômetros para
praticar futebol ou improvisam uma trave e jogam na própria quadra, mesmo sem
estar concluída. A reivindicação é antiga, já que a quadra atenderia várias comunidades,
além do próprio Monte Alverne, que possui cerca de 2.382 habitantes, segundo o
censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A
agricultora Maria Ana da Silva, reconhece que a quadra serviria muito para a
comunidade, que possui duas escolas, uma de Educação Infantil e outra de
Ensino Fundamental. “Além de tirar os jovens dessas bebedeiras, ali, também
poderia ter feiras, eventos”, acredita.
A
construção do equipamento veio com recurso federal, por meio do Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação, provenientes do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC).
A
secretária de Educação de Crato, Germana Brito, explica que esta obra faz parte
da Portaria 348/2016, do Ministério do Planejamento, que determina que as obras
não concluídas até dezembro de 2018 sejam canceladas, porém,
“saiu uma nova Portaria (350/2019) que coloca que as prefeituras
podem requerer que as obras sejam retomadas. Então, nós já fizemos todo
processo de retomada dessa obra mas o FNDE ainda não deu nenhuma posição em
relação ao desbloqueio (deste recurso)”, acrescenta.
(Diário
do Nordeste)


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