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| FOTO: Thiago Gadelha |
Neste sábado (14), técnicos da Sesa e representantes do hospital vistoriaram a unidade. O equipamento tem 90 leitos instalados e o governo deverá garantir outros 130 leitos para internação.
Conforme a secretária executiva de Vigilância e Regulação da Sesa, Magda Almeida, esse "aluguel" do hospital faz parte do Plano de Contingência. "Não temos confirmação de casos ainda, mas nessa segunda fase, onde começam a aumentar os casos no país, temos que garantir o suporte. Entendemos que a maioria dos casos é leve. Mas há a população mais idosa e mais vulnerável. Estamos atendendo normas de biosegurança. Para termos uma unidade que possa receber as possíveis internações e todo os casos ficarem em um só lugar", explica.
Ela também informou que os exames feitos no Hospital São José continuam concentrados nessa unidade. Não serão realocados, no momento, para o Hospital Leonardo da Vinci, que tem função terciária.
Mais leitos
Magda esclarece que o Governo do Ceará está contando que o Ministério da Saúde irá facilitar a habilitação dos leitos. De acordo com ela, os recursos para o custeio do funcionamento da unidade são oriundo dos R$ 45 milhões anunciados pelo executivo estadual, na última semana. Mas ela afirma, ainda, que representantes do Ceará também estão pleiteando com o Governo Federal o custeio desses leitos que serão habilitados. Ela ressalta que a opção por a requisição do hospital privado foi a impossibilidade de esperar diante da situação de emergência no país.
O médico e diretor do Hospital Leonardo da Vinci, Boghos Boyadijan, explica que foi contactado pelo secretário da Saúde, Dr. Cabeto, quanto a possibilidade de usar o hospital. "Ele me ligou e disse que tem urgência. Ele falou que 'precisamos requisitar o seu hospital por necessidade não prevista'. E sentindo a necessidade da população, nós decidimos ceder. O Hospital já está à disposição", garante.
O médico diz que não recebeu ainda nenhum valor pelo uso da unidade. Mas que isto não é uma preocupação. Magda explica que diante da situação de emergência, o estado tem prerrogativas de requisitar "qualquer leito que esteja sem uso seja ele tanto da iniciativa privada, como do poder público". O pagamento do aluguel, segundo ela, pode "ser retroativo".
"Nós estamos preparados para internar até 220 pacientes. Mas ainda não têm todos esses leitos. O que temos hoje são 90 leitos disponíveis e o Governo se comprometeu a colocar mais. Na UTI, temos 9 leitos e também temos o que chamamos de semi-UTI. Temos centro cirúrgico com 6 salas de cirurgia", afirma o diretor do Hospital.
Mão de obra
Enquanto a iniciativa privada cede a estrutura, o governo estadual deverá garantir a mão de obra, contratando médicos, enfermeiros e demais profissionais para aturem no hospital. "Vai ser um hospital da própria Secretaria de Saúde. Acreditamos que o prazo será, inicialmente, de um ano", explica Boghos Boyadijan.
O Hospital Leonardo da Vinci foi inaugurado em 2015 para, segundo o diretor, suprir a carência de leitos na capital cearense e desafogar os grandes hospitais. Atualmente, ele não é credenciado junto à nenhuma rede de planos de saúde. Em relação aos profissionais que trabalham na unidade, o médico disse que ainda não há definição de ondem vão realocá-los, mas "quero tranquilizá-los que eles não vão ficar desempregados por conta de o estado chegar lá".
Sem confirmações no Ceará
O Ceará apresenta 30 casos suspeitos do novo coronavírus de acordo com boletim da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) divulgado neste sábado (14). Um total de 78 ocorrências foram descartados. Entre casos em investigação e descartados, o estado tem 108 notificações. Não há pacientes confirmados com a doença.
O Governo do Ceará anunciou na noite de quinta-feira liberou R$ 45 milhões para implementar medidas necessárias de controle contra o coronavírus no estado.
As secretarias de Fortaleza e do Ceará ressaltaram que o plano de combate à Covid-19 atualmente tem como foco a vigilância. A suspensão de eventos e fechamento de instituições só seriam necessários na fase de transmissão, que pode ou não chegar. "Não estamos autorizados a suspender hoje essas atividades [eventos públicos], mas quem tiver sinais de infecção não deve ir a locais com aglomeração e, os idosos, por serem grupos de risco, também devem se proteger", disse o secretário. (G1 CE)


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