Permissionários dos restaurantes do Centro de apoio aos romeiros
tem espaço invadido pela demarcação das bancas dos
camelôs. FOTO: Ana Lima
Bancas de camelôs devem contornar o Centro de Apoio aos Romeiros (CAR), em Juazeiro do Norte na Romaria das Dores. A demarcação, feita no último final de semana, invadiu em alguns trechos os espaços reservados para os restaurantes dos permissionários.

Carlos Roberto Gomes França, permissionário e dono da Barraca do Macarrão, ficou surpreso com a demarcação que adentra parte da sua área de mesas. “Isso aqui não tá certo não! Quer botar o povo pra trabalhar, tudo bem, agora invadir os espaços dos outros... normal não é um negócio desses”, reclamou.

A permissionária Francinete Silva de Assis também teve seu espaço e o dos seus filhos invadidos pela demarcação. Determinada a resolver a situação, ela fez a seguinte revelação. “Nós não devemos nada a ninguém. Tantos anos a gente trabalha aqui respeitando todo mundo e pra fazer um negócio desse aqui não vai dar certo”, ponderou.

Francinete afirmou ainda que não vou deixar ninguém ficar na frente dela. “Eu tenho meu espaço de trabalhar, tenho minha freguesia e não vai ficar aquilo ali não. Não vou deixar. Não era pra eles fazerem um negócio desses não. Se tem onde botar o povo pra trabalhar bote, mas não na frente da gente”, disse.

Já para Irani Lopes, presidente da Associação dos Permissionários do (CAR), esse é o mais novo dos problemas do equipamento que conta mais de mil boxes e grande parte não é utilizado ou funciona apenas como depósito de mercadorias.

“Eu não sei como vai ser a distribuição dessas bancas por que a Semeasp [Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços Públicos] não fez uma reunião aqui pra esclarecer isso, mas com certeza, vários desses espaços serão ocupados por permissionários que mantém os boxes fechados”. Pontuou Irani Lopes que voltou a pedir fiscalização para os boxes.

Ainda segundo Irani, o mais viável seria distribuir essas bancas entre os boxes e canalizar para essa mesma área os camelôs que estão trabalhando nas ruas.

A reportagem do site Miséria procurou representantes da Semasp, mas ninguém quis se pronunciar sobre o assunto.  (Site Miséria)

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