Juazeiro do Norte recebe, anualmente, o equivalente a nove vezes o número de
habitantes, estimado em 271 mil pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em julho. A quantidade de fiéis
que visitam Juazeiro em cada romaria, no entanto, é divergente entre dados
oficiais de órgãos como Corpo de Bombeiros, Prefeituras e os números divulgados
na imprensa. Duas iniciativas pretendem fazer um levantamento mais próximo da
realidade.
Um
software doado à Fundação Memorial Padre Cícero cadastra romeiros. A aplicação
foi doada por um estudante de Tecnologia da Informação e colabora com a coleta
de informações sobre os peregrinos. “O resultado disso é alimentação de um
banco de dados que gera instantaneamente um relatório”, afirmou o
programador.
Já
um aplicativo para smartphones é mantido pela Basílica de Nossa Senhora das
Dores. A Igreja concentra a maior quantidade de romeiros e atividades das
Romarias. O app tem doze seções que constam detalhes das romarias, como a
programação, indicações de espaços religiosos, hospedagens e restaurantes, além
de orações e um breve relato da vida do Padre Cícero. Além disso, romeiros e
motoristas que conduzem os fiéis podem se cadastrar. Os dados serão
contabilizados na busca pela quantidade de romeiros que participam das peregrinações.
“Monsenhor
Murilo costumava afirmar que em cada romaria a população da cidade triplica. Se
faz sempre uma estimativa que dois milhões a dois milhões e meio de romeiros,
peregrinos ou turistas passam por Juazeiro. Procurarmos meios para fazer um levantamento
durante um ano para, após esse período, termos um quantitativo”, diz o Padre
Cícero José, administrador da Basílica.
Romeiros
conectados
Um
projeto de pesquisa com professores e estudantes de Jornalismo da Universidade
Federal do Cariri estuda, desde julho de 2017, a inserção de dispositivos
móveis nas romarias a Juazeiro. O coordenador da pesquisa, professor Ivan
Satuf, destaca que o aplicativo ‘Padre Cícero’ é uma tentativa da Igreja em
abrir um canal direto de comunicação com os fiéis, diante de um cenário com
pessoas cada vez mais conectadas, principalmente com smartphones e conexão
móvel.
Conforme
Satuf, ao lançar o aplicativo, a Igreja reconhece a importância dos novos
dispositivos para a interação com os fiéis. Ele ressalta, contudo, que se faz
necessário acompanhar como o aplicativo se desenvolve, se haverá outras versões
e compreender a dinâmica da igreja para a interação com os fiéis.
(Jornal do Cariri)

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