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O combate a incêndios na Floresta Nacional do Araripe (Flona) teve os recursos humanos e financeiros reduzidos desde 2014. Naquele ano, a brigada de incêndios era composta por 21 integrantes. Dois anos depois foi reduzida para 18 e conta com apenas 12 membros atualmente. Cada um deles é responsável por uma área de 32,5 mil km². A atuação compreende observação em torres e vigilância 24h. 

De acordo com a coordenadora do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Verônica Figueiredo, o número ideal seria de 30 brigadistas, o que reduziria a área de cobertura para 13 mil km² por vigilante. Ela conta que o serviço de combate a incêndios carece tanto de pessoal, quanto de equipamentos e cita o incêndio ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro, para chamar a atenção de municípios caririenses para a importância de preservação da Flona. 

“Lá foi um patrimônio histórico. Nós temos um patrimônio ambiental expressivo, que é essa nossa área da floresta e encostas onde está o Soldadinho do Araripe e onde temos uma grande biodiversidade fragilizada. Se os municípios não tiverem esse olhar para nos ajudar, fazendo essa contrapartida nesses locais específicos, vamos ter muitos problemas, muitas perdas, e isso nos preocupa”, pontua. 

A atual brigada de incêndio é formada por pessoas que moram no entorno da Flona, em cinco municípios que abrigam o “mar verde do Cariri”. A seleção foi feita pelo Sine/IDT e contou com 68 inscrições. Segundo Vicente Alves Moreira, instrutor da brigada, os membros passaram por teste de aptidão física e treinamentos. 

Uma iniciativa da Saaec, companhia que gerencia o fornecimento de água em Crato, e da Guarda Civil Municipal, disponibilizou 26 servidores dos dois órgãos para atuar como voluntários no combate a incêndios. “É uma brigada que vai dar suporte aos nossos trabalhos, tanto na Floresta Nacional do Araripe como no entorno da unidade. Vamos aglutinar forças no sentido de eliminar algum incêndio que possa surgir, o mais breve possível, para que ele não fique de grandes proporções”, explica Vicente, que treinou os profissionais.     (Jornal do Cariri)

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