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| FOTO: Reprodução |
De
acordo com a coordenadora do Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio), Verônica Figueiredo, o número ideal seria de 30
brigadistas, o que reduziria a área de cobertura para 13 mil km² por vigilante.
Ela conta que o serviço de combate a incêndios carece tanto de pessoal, quanto
de equipamentos e cita o incêndio ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro, para
chamar a atenção de municípios caririenses para a importância de preservação da
Flona.
“Lá
foi um patrimônio histórico. Nós temos um patrimônio ambiental expressivo, que
é essa nossa área da floresta e encostas onde está o Soldadinho do Araripe e
onde temos uma grande biodiversidade fragilizada. Se os municípios não tiverem
esse olhar para nos ajudar, fazendo essa contrapartida nesses locais
específicos, vamos ter muitos problemas, muitas perdas, e isso nos preocupa”,
pontua.
A
atual brigada de incêndio é formada por pessoas que moram no entorno da Flona,
em cinco municípios que abrigam o “mar verde do Cariri”. A seleção foi feita
pelo Sine/IDT e contou com 68 inscrições. Segundo Vicente Alves Moreira,
instrutor da brigada, os membros passaram por teste de aptidão física e
treinamentos.
Uma
iniciativa da Saaec, companhia que gerencia o fornecimento de água em Crato, e
da Guarda Civil Municipal, disponibilizou 26 servidores dos dois órgãos para
atuar como voluntários no combate a incêndios. “É uma brigada que vai dar
suporte aos nossos trabalhos, tanto na Floresta Nacional do Araripe como no
entorno da unidade. Vamos aglutinar forças no sentido de eliminar algum
incêndio que possa surgir, o mais breve possível, para que ele não fique de
grandes proporções”, explica Vicente, que treinou os profissionais.
(Jornal do Cariri)


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