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Segundo os especialistas, a alta frequência está
relacionada aos bons
resultados do Estado na Educação. FOTO: JL Rosa
|
A
frequência escolar dos alunos beneficiados pelo Programa Bolsa Família (PBF) no
Ceará, há pelo menos três anos, tem sido satisfatória, conforme informações do
Ministério da Educação (MEC). O registro de frequência é feito bimestralmente
e, segundo dados do Ministério, no último levantamento, que considerou os meses
de junho e julho deste ano, cerca de 742.005 alunos entre seis e 15 anos
beneficiários estavam sendo monitorados no Estado. Desse total, 715.986, ou
seja, 96,49%, cumpriram a presença mínima mensal de 85% exigida nas aulas.
Entre
os alunos de 16 e 17 anos, cujo comparecimento mínimo às aulas deve ser de 75%,
a assiduidade foi regular em 94,07% dos casos, no último bimestre divulgado
pelo MEC. Nos últimos três anos, o percentual de estudantes - incluídos nos
dois recortes - que cumprem a frequência obrigatória no Estado tem superado os
90%.
O
programa Bolsa Família teve início em 2004 e a frequência escolar começou a ser
acompanhada em 2007, com registro bimestral. No total, 896.582 estudantes beneficiários
são acompanhados no Ceará, neste ano, segundo o MEC. No Brasil, o público total
para monitoramento da frequência escolar foi de 14,2 milhões, entre 6 a 17
anos. Desse contingente, nenhum município ficou sem informação da frequência
escolar. Só quatro municípios registraram um resultado abaixo de 30%.
Segundo
o MEC, para garantir o levantamento dos dados, a Secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), em parceria com as
secretarias municipais e estaduais de Educação e do Distrito Federal, mobiliza
uma rede de cerca de 50 mil profissionais. O processo é feito por meio do
Sistema de Acompanhamento da Frequência Escolar do Bolsa Família.
Segundo
o diretor de Políticas de Educação em Direitos Humanos e Cidadania da Secadi,
Daniel Ximenes, o acompanhamento da frequência escolar do programa se coloca
como estratégia estruturante, contribuindo para chamar a atenção em relação à
importância da trajetória escolar de estudantes em situações diversas de
vulnerabilidade.
Para
ele, é fundamental sensibilizar professores, coordenadores pedagógicos e
gestores escolares para a necessidade de romper com práticas escolares que
reforçam a condição de pobreza e reproduzem as desigualdades sociais no
contexto escolar. "Historicamente, no Brasil, crianças e adolescentes em
situação de pobreza sempre tiveram muitas dificuldades de entrar e permanecer
na escola. O acompanhamento da frequência escolar desses beneficiários nos
coloca atentos para a trajetória escolar dessas crianças", comenta.
Resultados
Entre
as regiões do Brasil, no levantamento de junho e julho, o Sul teve o melhor
resultado médio, com 93,37% com registro de frequência regular. Dentre os
Estados, além do Ceará, destacam-se Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do
Sul, Paraná, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe,
Roraima e Distrito Federal. Ainda conforme o levantamento, no cenário
histórico, entre 2016 e 2018,o Ceará, em todos os bimestres monitorados, tem
apresentado registros acima de 95% entre os alunos de seis a 16 anos e acima de
90% na faixa entre 16 e 17 anos. (Diário
do Nordeste)


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