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| Caminhão é alvo de ataque criminoso no Bairro Jangurussu. FOTO: Leábem Monteiro |
O
proprietário do veículo destruído na madrugada deste domingo mora próximo de
onde aconteceu a ação criminosos. Ao redor do caminhão foram encontrados vidros
de garrafas que continham conteúdo inflamável e foram arremessadas no veículo.
Ele
foi alertado por um amigo sobre o incêndio e comunicou ao Corpo de Bombeiros.
"Quando eu cheguei estava o fogo. Perda total. Derreteu as partes do
motor. Prejuízo grande não compensa não ajeitar", lamentou o proprietário,
que usa o veículo para fazer frete.
Onda
de ataques e motivo dos crimes
O
Ceará atravessa uma
série de ataques criminosos desde 20 de setembro. Nesse intervalo, foram
registradas pelo menos 104 ocorrências, sendo a maioria incêndios contra
ônibus, veículos particulares e prédios públicos e privados.
Nos
últimos dias, com o reforço
policial, a prisão
de dezenas de suspeitos e a transferência
de presídios dos chefes de facção, a sequência de crimes perdeu
intensidade.
Até
a manhã deste domingo, a Secretaria da Segurança Pública totaliza o número 130
pessoas capturadas por suposto envolvimento nas ações, entre adultos e
adolescentes. Somente sexta-feira, 44
pessoas foram detidas em uma operação da Polícia Civil do Ceará, suspeitas
de participação na série de atentados.
Segundo
o secretário da Segurança do Ceará, André Costa, a
onda de violência é uma reação de detentos que querem a volta de
"regalias" nos presídios do estado. Mais de 500 presos membros de
facções criminosas já foram transferidos de penitenciárias estaduais na
tentativa de desarticular a organização responsável por ordenar e executar os
atentados. Um deles é o paraibano.
Entre
terça e quinta-feira, quando os ataques eram mais frequentes, a frota de ônibus
de Fortaleza foi reduzida e circulou
com policiais no interior dos veículos. O itinerário foi alterado para
evitar circular em bairros onde os crimes são mais frequentes. (G1 CE)


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