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| FOTO: José Leomar |
O
ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, antecipou a reportagem
que o público potencial do
programa em média é de famílias com renda de até R$ 1,2 mil mensais,
mas o valor será definido de acordo com a região.
Segundo
Canuto, o novo modelo usará como referência as 133 regiões intermediárias
reconhecidas pelo IBGE.
Esse
recorte já segrega municípios que têm características semelhantes entre si. Por isso, cada
uma dessas regiões intermediárias terá um valor de referência de renda familiar
para decidir se o beneficiário se enquadra ou não nas regras.
O
foco do governo será a população que vive em domicílios precários nos meios
urbanos. A maior parte deles está justamente nos municípios com até 50 mil
habitantes. Segundo o ministro, uma em cada cinco cidades nessa faixa
populacional no Nordeste tem domicílios precários.
Ao
definir os municípios que serão alvo do programa, o governo enviará
técnicos para fazer a avaliação do mercado imobiliário local e identificar o
tipo de voucher necessário - para comprar imóvel usado, reformar ou até
construir uma nova casa - e o valor.
Tudo
será feito "na surdina", segundo Canuto, para evitar que o movimento gere especulação
imobiliária.
Necessidades
A
equipe evitou traçar um valor
médio para o voucher porque a ideia é atender à
necessidade das famílias. Há regiões, como na Amazônia, em que a dificuldade
logística para a entrega de materiais de construção deve tornar o custo mais
caro. "A gente não vai enganar a família dando um voucher que ela não
consiga construir", disse o ministro.
"Se
lá (na Amazônia) custar o dobro do voucher (do Estado) de São Paulo, que seja.
Vão ser mais caras? Provavelmente, sim. Mas não por isso deixarão de ser
feitas", afirmou.
Além
disso, tudo vai depender do orçamento do programa. Ainda não há previsão de verbas para os
vouchers no Orçamento de 2020, mas o Ministério da Economia está
trabalhando para buscar espaço para implantar a proposta.
O
objetivo, segundo Canuto, é retirar o
intermediário do programa e permitir que os beneficiários participem do
processo de escolha da casa. Assim, eles poderão decidir onde é
melhor morar, como querem a casa, dentro do valor do voucher destinado pelo
governo. (Estadão)


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