Estatísticas
apontam que mais casos de feminicídios vêm acontecendo no Ceará. Conforme
levantamento feito pelo G1 a partir de dados disponibilizados pela
Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), de janeiro a outubro
de 2018 foram registrados 23 feminicídios. Neste ano, no mesmo período, foram
26 ocorrências.
O
comparativo mostra que houve aumento de 13%, antes mesmo do fim deste mês de
outubro de 2019. Desde janeiro de 2018, data na qual a SSPDS começou a
contabilizar feminicídio de forma separada até este mês, foram 53 casos. A
média é de, aproximadamente, três mulheres mortas por razões de gênero a cada
mês. O G1 solicitou entrevista à SSPDS para explicar os números, mas até a
última atualização desta matéria não obteve resposta.
Dos
feminicídios neste ano de 2019, a maioria aconteceu com uso de armas brancas
(18), seguidos pelos com uso de arma de fogo (6) e por outros meios (2). O
último feminicídio registrado foi o que vitimou
a modelo Maria Lucilene da Silva Montenegro, de 38 anos. Maria foi morta
estrangulada.
Confissão
O
marido da modelo, Francisco Hélio Batista, é suspeito pelo assassinato. De
acordo com a Polícia Civil, o homem
confessou o crime durante depoimento. Com ajuda de um amigo identificado
como Antônio Vanderlei Ferreira de Lima, eles ocultaram o cadáver da modelo.
A
delegada titular da 12ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à
Pessoa (DHPP), Arlete Silveira disse que Francisco Hélio contou ter matado
"em um excesso de raiva, de ciúmes, após um telefonema". A delegada
destacou que Hélio matou Lucilene estrangulada com o cinto de segurança do
carro do casal.
A
família da modelo chegou a registrar na quarta-feira (16) um boletim de
ocorrência informando o desaparecimento da vítima. O corpo de Maria Lucilene da
Silva Montenegro só foi encontrado na manhã do último sábado (19), em um
loteamento em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Equipes do
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoas (DHPP) localizaram o suspeito
na BR-116, próximo à cidade de Jaguaribe. Na abordagem, ele confessou o crime e
foi junto às autoridades até onde havia abandonado o corpo. (G1 CE)


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