![]() |
| Irmã Dulce foi canonizada neste domingo. FOTO: Alberto Pizzoli |
A
nova santa brasileira, cujo nome verdadeiro era Maria Rita Lopes, foi
proclamada santa diante de inúmeros bispos, religiosos e missionários de seu
país que atualmente participam do Sínodo para a defesa da Amazônia. "Hoje
agradecemos ao Senhor pelos novos santos, que andaram com fé e agora os
evocamos como intercessores", disse o Papa Francisco diante da multidão
reunida na praça.
"Três
são religiosos e nos mostram que a vida consagrada é um caminho de amor nas
periferias existenciais do mundo", acrescentou.
Um
enorme retrato da missionária, bem como dos outros quatro santos canonizados na
cerimônia deste domingo, foi exposto em frente à fachada da basílica.
Irmã
Dulce devotou sua vida a servir os mais necessitados e desenvolveu um trabalho
social em sua terra natal, Bahia, onde fundou vários hospitais de caridade e uma
rede de apoio social que dirigiu até sua morte em 1992, aos 77 anos.
A
nova santa alcança a glória dos altares, graças a duas curas inexplicáveis, de
acordo com o processo de beatificação iniciado em 1999.
Ao "anjo da Bahia", como
era chamada pelos que a viam nas ruas de Salvador com seu hábito azul e branco,
são atribuídos dois milagres: ter estancado a hemorragia de uma mulher após um
parto e devolvido a visão de um homem que ficou cego durante 14 anos.
Sua canonização, 27 anos após sua morte, foi o terceiro processo mais rápido da história, atrás apenas do papa João Paulo II (2014) e da madre Teresa de Calcutá (2016).
Candidata
ao Nobel da Paz
A
freira conheceu o papa João Paulo II, com quem teve duas reuniões em 1980 e em
1991, quando foi hospitalizada por problemas de saúde em função de uma doença
pulmonar crônica.
Seu
humanismo e trabalho de caridade levaram o então presidente do Brasil, José
Sarney, a candidatá-la em 1988 ao Prêmio Nobel da Paz.
Foi beatificada por Bento XVI em 2011 após a verificação de um primeiro milagre, conforme estabelecido pelas normas do Vaticano.
Foi beatificada por Bento XVI em 2011 após a verificação de um primeiro milagre, conforme estabelecido pelas normas do Vaticano.
Novos
santos
As
outras novas santas proclamadas por Francisco neste domingo são a italiana
Giuseppina Vannini (Judith Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo,
que morreu em 1911; a indiana Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da
Congregação das Irmãs da Sagrada Família, falecida em 1926, e a leiga suíça
Margarita Bays, da Terceira Ordem de São Francisco de Assis, que morreu em
1879.
São
figuras emblemáticas da Igreja, assim como o cardeal britânico John Henry
Newman, o primeiro santo inglês a não ser um mártir desde a Reforma.
Nascido em Londres em 1801, Newman foi ordenado sacerdote da igreja anglicana, da qual foi pastor em Oxford. Por um longo tempo, ele foi um crítico da Igreja católica, que chegou a acusar de heresia.
Nascido em Londres em 1801, Newman foi ordenado sacerdote da igreja anglicana, da qual foi pastor em Oxford. Por um longo tempo, ele foi um crítico da Igreja católica, que chegou a acusar de heresia.
No
entanto, anos depois, em meados do século XIX, converteu-se ao catolicismo na
Inglaterra.
Para
a ocasião, o príncipe Charles - que um dia deverá liderar a Igreja da
Inglaterra - representou o Reino Unido. (Diário do
Nordeste)


Postar um comentário